10 abril 2011

Aluno com síndrome de Asperger é desafio para educação inclusiva



Animação em cartaz nos cinemas traz personagem com Asperger

Com dificuldade de interagir, fazer amigos e tendência a se isolar, o aluno com síndrome de Asperger é um dos desafios para a educação inclusiva. A doença é considerada um tipo leve de autismo que não afeta o desenvolvimento intelectual. É comum que os “aspies” – como são chamados – tenham inteligência acima da considerada “normal.”
Especialistas defendem que as crianças que apresentam este tipo de síndrome podem - e devem - frequentar escolas regulares. “As pessoas aprendem de jeitos diferentes e a pluralidade faz com que a escola fique cada vez mais interessante. Ambientes homogêneos são desinteressantes”, diz Liliane Garcez, coordenadora do curso de pós-graduação inclusiva do Instituto Vera Cruz.
Para Liliane, o papel da escola é aproveitar o potencial do aluno e canalizá-lo para os demais conteúdos da série que cursa. "É preciso aprofundar o conhecimento sobre estas síndromes para melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas envolvidas. Não cabe mais a segregação."
Em cartaz nos cinemas, a animação “Mary e Max – Uma Amizade Diferente” mostra os problemas dos “aspies”. Na ficção, Mary, de 8 anos, uma menina gordinha e solitária, que mora na Austrália, torna-se amiga de Max, um homem de 44 anos, que tem síndrome de Asperger e vive em Nova York. Ambos têm dificuldade de fazer amigos e passam a trocar correspondências onde compartilham alegrias e decepções.

Famílias

Na vida real, a professora e atual presidente da AMA (Associação de Amigos dos Autistas), em São Paulo, Sonia Maria Costa Alabarce Nardi, de 48 anos, conhece as dificuldades da síndrome. Seu filho, Guilherme Alabarce Nardi, de 15 anos, tem Asperger e passou por três escolas antes de completar 7 anos. “As escolas não estavam preparadas para recebê-lo porque ele chorava muito e não aceitava regras.”
Sonia buscou apoio na AMA, que fornecia suporte pedagógico a Guilherme e o matriculou em uma escola pequena, onde os funcionários podiam lhe dar mais atenção. “Ele não tinha facilidade de conviver com outras crianças e tivemos de nos adaptar.” Hoje, no segundo ano do ensino médio, Guilherme tem notas exemplares. “Ele é muito inteligente, tem uma memória excelente, mas a convivência ainda é um pouco difícil. São poucos os amigos.”
A auxiliar financeira Maria Aparecida de Santana Oliveira, de 53 anos, também tem um filho com a síndrome. Jefferson Santana de Oliveira, hoje com 23 anos, sempre estudou em colégios comuns. “Ele conseguiu acompanhar, ficava um pouco isolado, mas, aos poucos, começou a interagir. Às vezes os colegas o excluíam, mas ele gostava de ir à escola. Tinha dificuldade em matemática, mas muita facilidade para línguas.”
Concluído o ensino médio, Jefferson tem uma nova batalha: encarar a frustração de não ter passado no vestibular da Universidade de São Paulo (USP) e retomar os estudos. A mãe diz que antes o jovem quer encontrar um emprego.

Diagnóstico

O primeiro obstáculo dessas famílias é acertar o diagnóstico. Muitas vezes percorrem verdadeiras maratonas em psicólogos, psiquiatras e neurologistas que chegam a confundir a síndrome com hiperatividade ou déficit de atenção. “São sintomas sutis e muitas vezes os pais não identificam porque acham que é o jeito da criança”, afirma Cinara Zanin Perillo, psiquiatra especialista em infância e adolescência.
Outra característica da síndrome é a fixação por interesses específicos, geralmente ligados ao campo das ciências, como biologia, corpo humano, astronomia ou dinossauros.
Os “aspies” têm dificuldade de centrar o olhar em um determinado ponto e entender metáforas. Todas as expressões, para eles, têm sentido literal.
A síndrome de Asperger é causada por alterações genéticas associadas a fatores hereditários. É mais comum em meninos e os indícios podem ser percebidos a partir dos 3 anos. Segundo Cinara, é comum que os portadores desenvolvam outros transtornos psiquiátricos. Não há cura.


08 abril 2011

Nota de Falecimento...do BOM SENSO!!!!!!!!!!

CARO (A) AMIGO(A),

É com muita tristeza que lhe participamos o falecimento de um amigo muito querido que se chamava
BOM SENSO… … e que viveu muitos e muitos anos entre nós.
Ninguém conhecia com precisão a sua idade porque o registro do seu nascimento foi desclassificado há muito tempo, tamanha a sua antiguidade.
Mas lembramo-nos muito bem dele, principalmente pelas suas lições de vida como
 «O mundo pertence àqueles que se levantam cedo »
«Não podemos esperar tudo dos outros »
Ou ainda,
«O que me acontece pode ser em parte também por minha culpa »
E também…
O BOM SENSO só vivia com regras simples e práticas como:
«Não gastar mais do que se tem »
e de claros princípios educativos como :
«São os pais quem dão a palavra final »’
Acontece que, o BOM SENSO começou a perder o chão, quando os pais passaram a atacar os professores, que acreditavam ter feito bem o seu trabalho querendo que as crianças aprendessem o respeito e as boas maneiras.
Sabendo que um educador foi afastado ao repreender um aluno por comportamento inconveniente na aula, agravou-se o seu estado de saúde.
Deteriorou-se mais ainda, quando as escolas foram obrigadas a ter autorização dos responsáveis, até para um curativo no machucado de um aluno.
Enfim, o BOM SENSO perdeu a vontade de viver quando percebeu que os ladrões e os criminosos tinham melhor tratamento do que as suas vítimas.
Também recebeu fortes golpes morais e físicos, quando a Justiça decidiu que era crime defendermo-nos de algum ladrão na nossa própria casa, enquanto a este último é dada a garantia de poder queixar-se por agressão e atentado à integridade física...
O BOM SENSO perdeu definitivamente toda a confiança e a vontade de viver quando soube que uma mulher, por não perceber que uma xícara de café quente iria queimar-lhe, ao derramá-lo em uma das pernas...
Recebeu por isso, uma colossal indenização do fabricante da cafeteira elétrica.
Certamente você já reconheceu, que a morte do BOM SENSO foi precedida pelo falecimento:
Dos seus pais: Verdade e Confiança;
Da sua mulher Discrição;
Da sua filha Responsabilidade e do
Filho Juízo.
Então, o BOM SENSO deixa o seu lugar para três falsos irmãos:
" Eu conheço os meus direitos e também os adquiridos »
« A culpa não é minha »
« Sou uma vítima da sociedade »
Claro que não haverá multidão no seu enterro, porque já não temos muitas pessoas que o conheçam bem, e poucos se darão conta de que ele partiu.
Mas, se você ainda se recorda dele, caso queira reavivar a sua lembrança, previna todos os seus amigos do desaparecimento do saudoso BOM SENSO fazendo circular esta comunicação…

 
DÁ SEMPRE O MELHOR… E O MELHOR VIRÁ


Às vezes as pessoas são egoístas, ilógicas e insensatas.
Ainda assim… Perdoa-as.
Se és amável, as pessoas podem acusar-te de egoísta e interesseiro.
Ainda assim… Sê amável.
Se és um vencedor, terás alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
Ainda assim… Vence.
Se és honesto e franco, as pessoas podem enganar-te.
Ainda assim… Sê honesto e franco.
O que tardaste anos a construir, alguém pode destruí-lo numa hora.
Ainda assim… Constrói.
Se tens paz e és feliz, as pessoas podem sentir inveja.
Ainda assim… Sê feliz.
O bem que fizeres hoje, pode ser esquecido amanhã.
Ainda assim… Faz o bem.
Se dás ao mundo o melhor de ti, isso pode nunca ser suficiente.
Ainda assim… Dá o melhor de ti mesmo.
No fim de contas… tudo é e será entre ti e Deus.
Nunca foi entre ti e eles.

(Teresa de Calcutá)
Reflexão
O sermão da montanha, para educadores - texto do professor Eduardo Machado


Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homenes.
 Tomando a palavra, disse-lhes:
-“Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Felizes os misericordiosos, porque eles...”
Pedro o interrompeu:
- Mestre, vamos ter que saber isso isso de cor?
André disse:
- É pra copiar no caderno?
Filipe lamentou-se:
- Esqueci meu papiro!
Bartolomeu quis saber:
- Vai cair na prova?
João levantou a mão:
- Posso ir ao banheiro?
Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou:
-Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:
-Vai valer nota?
Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.
Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso E a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?
Caifás emendou:
- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nossso projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor titular...
Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir aposentadoria propocional aos trinta e três anos. Mas, tendo em vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu.
Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar pra Nazaré e montar uma padaria...
Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu coração de educador se enterneceu e Ele continuou:
-“Felizes vocês, se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras contra vocês por causa da Educação. Fiquem alegres e contentes, porque será grande a recompensa no céu. Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes de vocês”.
Tomé, sempre resmungão, reclamou:
- Mas só no céu, Senhor?
- Tem razão, Tomé - disse Jesus - há quem queira transformar minhas palavras em conformismo e alienação. - Eu lhes digo, NÃO!
Não se acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para merecer o que vem depois...
E Jesus concluiu:

Vocês, meus queridos educadores, são o sal da terra e a luz do mundo...

Quando morrem os inocentes


A recente tragédia acontecida em Realengo, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro, quando um indivíduo entrou armado na escola pública Tasso da Silveira, e proferiu disparos nos alunos e que terminou com doze óbitos e feriu mais de vinte pessoas nos remete a várias reflexões.
A primeira dessas referente ao tratamento ou descaso deferido aos portadores de problemas mentais... e, não é só na escola que passa desapercebido sintomas claros e evidentes de pertubações patológicas mentais... e, ainda, a política pública de segurança pública, de saúde pública e por fim da educação pública.
Seria mesmo possível evitar ou mitigar ao máximo a tragédia ocorrida? Seria a indiferença, a miséria ou o desamor e abandono que enlouquecem?... Podemos acreditar na sentença fatal da genética que corroborada com as notícias que apontam que sua mãe biológica já apresentava problemas mentais?
Teria a religião ateado fogo a uma mente doentia e transformado tudo num inferno sangrento e inexplicável?
Como podemos apagar de nossas consciências a morte de inocentes... que estavam numa sala de aula, se sentindo num ambiente seguro de aprendizagem, ao lado de seus professores e colegas, num instante de construção e edificação do saber e do viver.. e são colhidos subitamente por um assassino insandecido que atirou para matar pois mirava preferencialmente cabeça e tórax.
Muitas perguntas nos assombram: como há tamanha facilidade para aquisição de armas, de recarregadores e, ainda como tinha tanta habilidade e, constatar como é falha indubitavelmente a nossa política de desarmamento.
A nossa Columbine não trará os resultados que trouxeram a tragédia original... certamente não iremos construir portais detectores de metal e nem instaurar à porta de cada estabelecimento de ensino uma segurança digna de caixa forte...
A Presidente Dilma Rousseff com a forte sensibilidade de mulher e comandante do país e que recentemente recebeu honraria militar nunca dantes deferida à nenhuma brasileira, expôs publicamente sua sensibilidade e a voz embargada em pedir um minuto de silêncio pelos brasileirinhos ceifados pela violência urbana e insana.
Acredito sinceramente que nesse minuto de silêncio procurou intimamente buscar quais mecanismos, quais métodos e quais formas podemos frear tal descalabro.
O que realmente podemos fazer enquanto nação emergente e civilizada para garantir que pelo menos na escola exista um mínimo de segurança?
Não temos segurança nos bancos, nas ruas, nas praças, nos aeroportos e nem no recesso de nossos lares.
Passaram na youtube imagens do circuito interno da escola, por que não tinha ninguém assistindo? E assim que detectado prontamente o perigo? Por que não se procurou inibir, impedir ou fazê-lo parar?
O curioso é que o policial herói da ocasião o Sargento PM Márcio Alves (e duplamente herói em razão de seu salário e suas ferramentas de trabalho) fora chamado por acaso por um dos estudantes já baleados ...
O que podemos pedir além de preciosas doações de sangue( que são realmente importantes) para o HEMORIO?
Como salvar essas vidas, com planejamento e responsabilidade, com práticas diárias e construtivas e, não apenas emergenciais e desesperadas.
Por que só lembramos da tramela quando a porta já se encontra arrombada ??
Como nos preparar para o pior, para o surto de um doente mental? A gestão de políticas públicas é mesmo importantíssima para nos garantir não só o crescimento econômico mas principalmente um desenvolvimento sustentável.
Um engajamento de toda a sociedade nos objetivos que primamos atingir.
Queremos uma educação que capacite nossos filhos para o mercado do trabalho, para a vida, e principalmente para prosseguir nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. Para que se concretize uma sociedade justa e igualitária.
Onde o preciosíssimo valor da dignidade humana venha trazer o tratamento adequado aos doentes mentais, onde nas escolas tenhamos profissionais de Psicologia que possam pré-diagnosticar, e encaminhar aos serviços adequados àqueles que precisam de ajuda terapêutica ou ainda que seja psiquiátrica. Por que não percebemos o elefante na sala de estar?
O que nos falta realmente para que não sejamos vítimas impotentes e sequestradas pelo acaso?
Como podemos combater de forma adequada e segura o bullying? Aliás, adianta criminalizar?
O fenômeno denominado como school shooting (tiroteio em escola) vem gritando por atenção mundo afora, principalmente após a tragédia de Colombine High School, na cidade de Colorado nos EUA em 1999.
Quando um inocente morre sem que façamos nada, é pouco da humanidade se esvaindo pelo ralo da indiferença e da solidão.
E, tivemos ainda o estudante sulcoreano Cho Seung-Hui que encabeçou o massacre ainda maior, com 32 (trinta e duas) vítimas na Virginia Polytechnic Institute and State University, também se suicidando ao final.
Durante muito tempo o massacre em Columbine chocou a população mundial e mesmo quando o rapaz sulcoreano protagonizou outro massacre se referiu e convocou todos os "fracos" a fazerem o mesmo que ele e se refere aos atiradores de Columbine como mártires.
Os atiradores deixam por vezes bem claro que seu alvo é a escola, o que a instituição representa, bem como a própria sociedade da qual se consideram vítimas e perseguidos.
Inicialmente esse tipo de tragédia foi considerada por muitos como fenômeno peculiarmente norte-americano, não trazendo maiores preocupações para o resto do mundo.
Mas, em outros países, se verificou o mesmo, na Alemanha, na Suécia e no Canadá.
Os pesquisadores balizados chamaram a atenção para fatores ambientais significativos para o aparecimento de atiradores. E, para dados em comum nessas tragédias.
Chamam a atenção para o fato dos problemas comportamentais aprensentados na infância e na adolescência e repercutindo fatalmente na vida adulta, e que os pais e/ou responsáveis possuem efetiva participação nesse processo.
A teoria dos sistemas ecológicos de Bronfenbrenner é uma teoria que trata do desenvolvimento humano que considera a ecologia dos relacionamentos dentro dos ambientes dos quais a criança participa.
Para essa teoria, a família é o primeiro ambiente da criança, denominado de microssistema, onde ocorrem as primeiras interações sociais e onde se forma as díades (relação mãe-filho, pai-filho).
Com o evoluir dessas relações, essas vão se expandindo, permitindo à criança novas interações. É na família que ensaiamos nosso papel social.
O microssistema familiar é a mais forte fonte de afeto, segurança, proteção e bem-estar permitindo o desenvolvimento crucial do senso de estabilidade nos primeiros anos de vida.
O senso de permanência que se refere à segurança são elementos centrais da experiência de vida e que são organizados dentro das rotinas diárias das famílias.
A ausência de interações saudáveis entre pais e filhos pode afetar o desenvolvimento afetivo das crianças e sua preparação para via social dos anos posteriores.
Mesmo avaliando tais interações no sistema familiar, é importante ressaltar a diferenciação existente entre estilos parentais e práticas educativas, principalmente em razão de matrizes culturais, sociais e políticas.
As práticas educativas se referem a estratégias que os pais utilizam para atingir objetivos específicos e relacionados a diferentes domínios (como o social, cultural, acadêmico e, etc).
O estilo parental diz respeito ao padrão característico das interações. Por exemplo, o uso de punição física e outras medidas abusivas pressupõe um estilo parental autoritário, onde prevalece o alto nível de controle e a extrema pobreza de afeto nas maioria das interações.
Por outro lado, o estilo parental indulgente, no qual há uma combinação de baixo nível de controle com alta responsividade. Apesar de os pais indulgentes conseguirem se comunicarem com seus filhos, não os monitoram e atendem às suas demandas, não estabelecendo por vezes regras e limites e não criando a necessária responsabilidade e maturidade.Já o estilo negligente é caracterizado pela falta de monitoramento dos filhos pelos pais, ausência de regras evidenciadas a serem seguidas no ambiente familiar e ocorrendo baixo nível de interação e de afetividade.
Tanto o estilo indulgente e o negligente são marcados por pais que permanecem à distância em relação à rotina dos filhos, furtando-se de orientá-los acerca de seus comportamentos, crenças, expectativas, emoções e, etc.Cecconello et al. apresentam o modelo autoritativo, o que se diferencia tanto do modelo autoritário quanto do negligente e indulgente, caracterizando-se pela participação dos ais na vida dos filhos com estabelecimento de regras e limites claros que devem ser combinados com interações afetivas adequadas.
Nesse estilo observa-se a demanda por responsabilidade e maturidade, desenvolvendo bom nível de competência social e assertividade.
Também apresentam melhores níveis de adaptação psicológica, auto-estima, autoconfiança e menores níveis de problemas comportamentais, ansiedade, depressão e outros males relacionados com o estilo autoritário parental.
Ambientes sociais inadequados desenvolvem psicopatologias e, aí podemos ter os efeitos maléficos do bullying e outras práticas que devem ser combatidas de forma adequada na escola, na família, no trabalho e na sociedade em geral.
Reconhecidos pesquisadores que são psiquiatras e psicólogos clínicos ligados ao Federal Buerau of Investigation (FBI) apresentam relatórios sobre o perfil psicológico dos assassinos, destacando características de personalidade e psicopatologias, que normalmente provovam problemas de discriminação e de procedimentos constrangedores por parte da escola.
Criando clima tenso e gerando ainda maiores complicações a esses indivíduos que passam ser socialmente identificados como inaptos e perigosos assassinos em potencial.
De qualquer maneira, as medidas severamente drásticas de segurança acabam por gerar maiores problemas e provocam uma percepção distorcida e nem mesmo o surgimento de policiamento especializado em escolas logram em evitar as tragédias através da mídia.
Também é perigoso imaginar que em face das informações veiculadas pela mídia que a população passar a superestimar o perigo e o risco de vida que correm as crianças e adolescentes na escola. Mas procuremos enfatizar a construção do perfil psicológico dos atiradores e nas técnicas de prevenção e redução desses fenômenos.
Mas, alguns traços são reveladores como: a incapacidade dos agressores de lidarem com perdas afetivas e significativas e ainda falhas pessoais, o interesse por mídias violentas (filmes, jogos, livros, músicas), o fato de terem sido vítimas de perseguições e humilhações por colegas, familiares, vizinhos e ainda a manifestação clara de comportamentos que revelam a necessidade de ajuda.
No entanto, Clabaugh e Clabaugh apontam que tal procedimento dos psicólogos e psiquiatras que tentam justificar o fenômeno a partir do perfil psicológico dos atiradores como erro de atribuição.
E, apontam que devem ser analisadas dentro de rede causal que se desenvolve principalmente na ambiência social, sendo que as psicopatologias podem se desenvolver ou se potencializar em decorrência de fatores ambientais.
Há de se ressaltar ainda que não há uma uniforme definição de bullying ainda assim a maioria dos estudiosos identificam que ocorrem agressões físicas e verbais (ofensas, humilhações, ridicularizações) e que persistem por longo tempo, em uma relação onde existe um desequilíbrio, onde a vítima tem sérias dificuldades de se defender.
O sociólogo americano Ralph W. Larkin em sua obra "Compreendendo Columbine", discute o tema de forma coerente com a opinião de Clabaugh e Clabaugh e confirma a relevância dos comportamentos dos atletas contra Harris, Klebold e outros alunos caracterizados como outsiders (diferente dos estereótipos dos alunos populares).
Para Larkin os principais fatores que influenciaram a ocorrência da tragédia foram a vingança contra os atletas que os perseguiam e humilhavam, contra os estudantes evangélicos que agiam como se fossem moralmente superiores, e também pela influência da cultura paramilitar norte-americana combinada com o ensejo de notoriedade que poderia ser alcançado através de um óbito glorioso.
Tem-se notado a preocupação de se eximir os familiares dos atiradores de qualquer tipo de culpa pelas tragédias.
Mas, é compreensível o temor às represálias contra os familiares, principalmente se tinham conhecimento prévio da psicopatologia e abandonou o parente à própria sorte.
No entanto, Eva Fjallstrom considera que em cada tragédia existe sempre uma família responsável, mas não significa apontar tais famílias como suas causas, mas que tiveram relevante participação.
Nos vídeos feitos pelos adolescentes atiradores de Columbine demonstraram remorso com relação aos pais, e pedem perdão a estes, alegando que foram bons pais e que nada poderiam fazer para evitar a tragédia.
Mas as evidências apontam que eram pais indulgentes que, apesar de manterem um realcionamento afetivo aparentemente saudável com seus filhos, não os monitoravam e sequer fixaram limites e orientações significativas.
Portanto, afeto positivo em si só, não significa suficiente contribuição dos pais para o bom desenvolvimento dos filhos.
É imprescindível haver o monitoramento e a fixação de limites e orientações claras, e a forte evidência disso foram as descrições de armas, bombas e outros artefatos guardados pelos adolescentes em seus quartos. De forma abundante e que seriam facilmente encontrados.
De qualquer modo o histórico de solidão patológica, de humilhações, segregações desumanizadoras sofridas no ambiente escolar parece ter sido muito significativo.
Devíamos nos perguntar: por que não fizemos as perguntas certas, para evitar impasses e soluções difíceis?
Os atiradores se enredaram em vinganças e fantasias de heroísmo, numa busca de pureza e superioridade comprovando a quão embargada estava sua autoestima e maturidade.
Observamos também que o dia escolhido, data de aniversário da escola, que completava quarenta anos, revela um fenômeno chamado copy cat, revelam o teor forte de ressentimento direcionado à escola e ao que vivenciou naquele ambiente.
Ainda enfocando os locais das tragéidas, consideram os estudiosos que tais ambientes altamente competitivos como o escolar, podem travar disputas por popularidade e auto-afirmação onde existem indivíduos que serão sempre segregados.
E, quando são privados de relevantes interações sociais necessárias para o desenvolvimento de filosofia moral e de meios adequados de expressão,utilizando muitas vezes da violência extrema para serem notados e glorificados.
O desenvolvimento de competências sociais do indivíduo e mesmo quando já adulto depende certamente de certo grau de oportunidades anteriores.
A presença de pais efetivos, atuantes e reflexivos no cotidiano dos filhos pode contribuir para a vingança e as interpretações distorcidas de atos heróicos violentos sejam questionados e modelos adequados sejam construídos e apresentados aos filhos.
Dessa maneira, pais presentes podem identificar que seus filhos são vítimas de bullying e proceder as intervenções e cuidados necessários para protegê-los e acionar a escola e seus representantes a exercerem seu papel repressor quando necessário.
Se até recentemente o Brasil não conhecia tais tragédias como as ocorridas em Columbine e em Virginia Tech, outras formas de violência têm sido observadas dentro do contexto escolar (professores agredidos, funcionários agredidos e ameaçados), depedração do patrimônio e agressão interpessoal.
Já se verifica que o porte de armas de fogo e também as chamadas "armas brancas" vem sendo relatado muito frequentemente nas escolas brasileiras, e resultando em ferimentos graves e mortes nos conflitos entre estudantes.
Aqui no Brasil os níveis de pobreza, o tráfico de drogas e as distorções sociais e culturais são comumente apontadas como causas relacionadas com a violência na escola.

E, também no Brasil se mostra significativa a influência do ambiente familiar tanto na prevenção da violência como nas políticas de intervenção.
Apesar de existirem fatores de natureza diversa na realidade brasileira como em outras culturas diferentes da cultura norte-americana, a divulgação das tragédias ganhou imenso destaque em todo mundo.
Portanto, é razoável concluir que tais tragédias significam um cruel desfecho de longo processo que se iniciou com as primeiras interações sociais ocorridas na família e que vieram se desdobrando pelos anos de escola e universidade.
Desta forma, é equivocado rotular o atirador como mero psicopata animal, é importante realçar a percepção de tais psicopatias o mais cedo que possível, para oferecer não só tratamento como uma profilaxia regular para interferências violentas no ambiente escolar.
Alguns consideram que as explicações trazidas e referentes aos fatores externos aos atiradores possuem o fito de eximi-los de culpa pelas tragédias e mortes que provocaram.
Esse não é o objetivo, o papel dos cientistas e estudiosos não é atribuir ou eximir de culpa os indivíduos, mas sim apresentar dados, explicações e observações que contribuam para compreensão do fenômeno e ainda possivelmente para a elaboração de possíveis soluções e prevenções desses fatores de risco.
Que todos se mobilizem nesse sentido, de fazer da escola o que esta realmente é uma ponte segura para o conhecimento, crescimento e prosperidade e não um lugar sombrio de zombarias, desrespeito e crueldades.
Resgatemos o valor imenso do professor, da educação, dos alunos e da combinação de todos esses fatores para termos cada dia um Brasil melhor...quando os inocentes não morrem.


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mestre em Filosofia pela UFF
doutora em Direito
conselheira-chefe do Instituto Nacional de Pesquisas Jurídicas
professora da FGV - Fundação Getúlio Vargas,
da Escola da Magistratura do Rio de Janeiro.
da Academia Brasileira de Direito Processual Civil
e de outras renomadas instituições de ensino superior
Supervisores são como...


O Supervisor Escolar é como um maestro que rege uma orquestra.
Da coordenação sintonizada com cada diferente instrumento, ele rege a música de todos.
O maestro sabe e conhece o conteúdo das partituras de cada instrumento e o que cada um pode oferecer.
A sintonia de cada um com o outro, a sintonia de cada um com o maestro, a sintonia do maestro com cada um e com todos é o que possibilita a execução da obra musical. No caso da escola, a sintonia de todos possibilita a execução da peça pedagógica.
Essa é a arte de reger as diferenças, socializando os saberes individuais na construção do conhecimento generalizável e para a construção do processo democrático, pois assim, as grandes mudanças não ocorrem por grandes feitos de alguns e sim, nas pequenas parcelas cotidianas de todos nós!

Colaboração Supervisora Silvana Zirbes.

07 abril 2011

Mensagem Criativa de uma Escola


Esta é a mensagem que os professores de uma escola da Califórnia decidiram gravar na secretária eletrônica. A escola cobra responsabilidade dos alunos e dos pais perante as faltas e trabalhos de casa e, por isso, ela e os professores estão sendo processados por pais que querem que seus filhos sejam aprovados mesmo com muitas faltas e sem fazer os trabalhos escolares.

Eis a mensagem gravada:

- Olá! Para que possamos ajudá-lo, por favor, ouça todas as opções:

- Para mentir sobre o motivo das faltas do seu filho - tecle 1.

- Para dar uma desculpa por seu filho não ter feito o trabalho de casa - tecle 2.

- Para se queixar sobre o que nós fazemos - tecle 3.

- Para insultar os professores - tecle 4.

- Para saber por que não foi informado sobre o que consta no boletim do seu filho ou em diversos documentos que lhe enviamos - tecle 5.

- Se quiser que criemos o seu filho - tecle 6.

- Se quiser agarrar, esbofetear ou agredir alguém - tecle 7.

- Para pedir um professor novo pela terceira vez este ano - tecle 8.

- Para se queixar do transporte escolar - tecle 9.

- Para se queixar da alimentação fornecida pela escola - tecle 0.

- Mas se você já compreendeu que este é um mundo real e que seu filho deve ser responsabilizado pelo próprio comportamento, pelo seu trabalho na aula, pelas tarefas de casa, e que a culpa da falta de esforço do seu filho não é culpa do professor, desligue e tenha um bom dia!"

Não sei se é verdadeira, mas serve para pensarmos um pouquinho na situação caótica e real que estamos vivendo em nossas escolas!!

 
A construção de espaço e tempo
através das relações corporais...

À medida em que a criança vai percebendo e conhecendo o mundo a partir das relações que estabelece com os outros e os objetos, percebe, conforme ressalta João Batista Freire*, que possui "um corpo capaz de pegar, rolar, rir, chorar, bater sentar, deitar, andar e que é capaz de conhecer as coisas que pega, sobre as quais rola, pelas quais chora e ri, e assim por adiante".
Podemos perceber que existe uma "compreensão corporal" conforme a criança movimenta seu corpo adaptando-se à situações cotidianas, vivendo e revivendo seu espaço e tempo a partir das relações de seu corpo com o mundo e das representações que faz destas relações.
Quando a criança age com os objetos e com outras pessoas é importante que se leve em conta o elo que existe entre seu corpo e o mundo, intermediados pelo espaço e tempo vividos em cada situação real. É importante que a criança se perceba em um determinado espaço e que sinta as relações com o seu tempo biológico e as variações de tempo no ambiente: manhã/tarde/noite; presente/passado/futuro; rápido/lentamente; agora/mais tarde/daqui a pouco; etc.
Desta forma a criança vai construindo, com o próprio corpo conceitos como os de simultaneidade e duração, por exemplo; adquirindo noções de quantidade, conjunto, agrupamento e muitas outras atividades, mentais como o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático, necessário à resolução de problemas, inclusive os apresentados pela leitura e escrita.
A partir de vivências com seu próprio corpo, a criança vai produzindo e modificando diferentes conceitos, incorporando-os às estruturas do pensamento.



*João Batista Freire é Mestre em Educação Física pela USP; Doutorando em Psicologia Escolar na USP.
Papel do brinquedo na escola

Brincar é uma experiência fundamental para qualquer idade, especialmente para as crianças com idade entre 3 e 6 anos, que brincam para viver: interagem com o real, descobrem o mundo que as cerca, se organizam, se socializam. Desta formam, o brincar e o brinquedo já não são mais, na escola, aquelas "atividades utilizadas pelo professor para recrear as crianças, como uma atividade em si mesma. (Bendetson, 1993 mimeo).
Quanto mais rica for a experiência pela criança, maior será o material disponível e acessível a sua imaginação, daí a necessidade do professor de ampliar, cada vez mais, as vivências da criança com o ambiente físico, com brinquedos, brincadeira e com outras crianças.
A ludicidade deve permear o espaço escolar a fim de transformá-lo " Num espaço de descobertas, de imaginação, de criatividade, enfim, num lugar onde as crianças sintam prazer pelo ato de conhecer".

A influência da brincadeira
na socialização da criança

Quanto mais nova a criança, mais individual e egocêntrica é a sua brincadeira. "A essa centração da criança nela mesma, Piaget chama de egocêntrica. Não significando com isso uma hipertrofia da consciência do eu, mas simplesmente uma incapacidade momentânea da criança de descentrar-se, isto é, colocar-se em outro ponto de vista que não o próprio". (Freire, J.B, 1992).
À medida em que a criança interage com os objetos e com os outros, vai construindo relações e conhecimentos a respeito do mundo em que vive, porém, nesta fase, esse conhecimento ainda não é suficiente para que a criança estabeleça relações de grupo.
Essa autocentração é característica nas crianças quando ingressam nas classes de Educação Infantil. Aos poucos, a escola e a família, em conjunto, devem favorecer uma ação de liberdade para essa criança e, desta forma, o processo de socialização se dará gradativamente, através das relações que ela irá estabelecer com seus colegas na escola.
Para que isto ocorra, a criança não deve sentir-se bloqueada, nem tampouco oprimida em seus sentimentos e desejos. Suas diferenças e experiências individuais devem, principalmente na escola, ter um espaço relevante sendo respeitadas nas relações com o adulto e com as outras crianças.
Brincando em grupo as crianças envolvem-se em uma situação imaginária onde cada um poderá exercer papeis diversos aos de sua realidade, além do que, estarão necessariamente submetidas a regras de comportamento e atitude.
A brincadeira e o jogo receberam atenção, também, dos teóricos da vertentes Histórica-Cultural. Segundo Leontiev (1988), é através da atividade lúdica que a criança desenvolve a habilidade de subordinar-se a uma regra. Dominar as regras significa dominar o próprio comportamento, aprendendo a controlá-lo e a subordiná-lo a um propósito definido. (1988,p.139).
O auto-controle interno sobre o conflito, entre seu próprio desejo e a regra da brincadeira, é uma aquisição básica para o nível da ação real da criança e de sua moralidade futura. (Multieducação, 1994).


A construção de espaço e tempo
através das relações corporais...

À medida em que a criança vai percebendo e conhecendo o mundo a partir das relações que estabelece com os outros e os objetos, percebe, conforme ressalta João Batista Freire*, que possui "um corpo capaz de pegar, rolar, rir, chorar, bater sentar, deitar, andar e que é capaz de conhecer as coisas que pega, sobre as quais rola, pelas quais chora e ri, e assim por adiante".
Podemos perceber que existe uma "compreensão corporal" conforme a criança movimenta seu corpo adaptando-se à situações cotidianas, vivendo e revivendo seu espaço e tempo a partir das relações de seu corpo com o mundo e das representações que faz destas relações.
Quando a criança age com os objetos e com outras pessoas é importante que se leve em conta o elo que existe entre seu corpo e o mundo, intermediados pelo espaço e tempo vividos em cada situação real. É importante que a criança se perceba em um determinado espaço e que sinta as relações com o seu tempo biológico e as variações de tempo no ambiente: manhã/tarde/noite; presente/passado/futuro; rápido/lentamente; agora/mais tarde/daqui a pouco; etc.
Desta forma a criança vai construindo, com o próprio corpo conceitos como os de simultaneidade e duração, por exemplo; adquirindo noções de quantidade, conjunto, agrupamento e muitas outras atividades, mentais como o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático, necessário à resolução de problemas, inclusive os apresentados pela leitura e escrita.
A partir de vivências com seu próprio corpo, a criança vai produzindo e modificando diferentes conceitos, incorporando-os às estruturas do pensamento.



*João Batista Freire é Mestre em Educação Física pela USP; Doutorando em Psicologia Escolar na USP.

06 abril 2011

Reflexão


Eu sei que você quer paz. Toda pessoa quer. Paz é harmonia completa consigo e em si.

Sentir-se pleno, grandioso e humilde.

Se é paz que você procura, então faça paz aqui, agora.

Isso de querer paz pro futuro não existe, porque paz vem de atitude interior, e atitude interior não se planeja nem se adia. Age-se.

Viva como se a paz já estivesse em você. Sinta o que ela é.

É uma melodia suave? É uma brisa? É o alto de uma montanha?

É barulho de água correndo? É azul celeste?

Relaxe. Baixe a guarda, você não será atacado. Você não é atacável.

Não tem nada que falem ou que façam, que seja capaz de tirar você deste sentimento.

Respire a paz. A paz é feita de brandura. Fale com brandura. Olhe com brandura. Sorria brandamente. Olhe para cada coisa como ela é, porque a ilusão é guerra com a realidade, e se você está na ilusão, está em luta.

Se você está na ilusão de ser perfeito, está em guerra com a sua verdade.

Se está na ilusão de ser imperfeito, não vê o brilho de suas qualidades.

Apenas seja você. Não se julgue, não se classifique, não se compare.

Não pense que devia ter mais do que tem, ou que devia fazer mais do que faz.

Apenas usufrua o que tem, e descubra o prazer de cada atividade.

Deus não espera nada de você, você é quem sabe o que, quando e onde.

Deus não manda você ser, ter ou fazer nada.

O mundo diz pra você ser, ter ou fazer, mas o mundo não existe pra fazer exigências.

O mundo é o que é, tem o sabor que tem, tem o cheiro que tem, às vezes é melhor, outras vezes, pior, mas é o mundo: não brigue com ele.

O mundo precisa de amor, não de briga.

Sua mãe, seu pai, sua melhor amiga, seu filho e sua filha são o que são.

Sorria pras suas manias, o seu jeito gozado de dramatizar as coisas, de reclamar.

E vá amando...

Faça tudo por amor; nada por obrigação.

E se disserem que você tem obrigação, diga que só o amor manda em você, porque ele é um sentimento irresistível que sai do seu peito e vai conduzindo você pelos rumos da vida.

O dia em que você atende a este amor que fala no seu peito, é quando você descobre a verdadeira paz.

Então, que não seja a paz uma palavra que eu digo, mas a semente que eu planto,

a flor que cultivo e deixo crescer.

Não seja a paz um ideal que persigo, mas o xale que eu teço,

o bem que preciso e faço acontecer.

Texto de Calunga, do livro "Idéias Fortalecedoras",

por Rita Foelker

05 abril 2011

♥Flor de Lótus

A imagem da flor de lótus simboliza elevação e expansão espiritual. É difícil encontrar um país da Ásia onde o lótus não seja considerado sagrado.

A planta, que também é conhecida como lótus-egípcio, lótus-sagrado e lótus-da-índia, é da família das ninfáceas (mesma família da vitória-régia), nativa do sudeste da Ásia (Japão, Filipinas e Índia).
A pureza representada pela flor e até mesmo a associação à Buda, ocorre em alusão ao processo de germinação da flor que emerge de águas lodosas para a superfície e quando desabrocha mostra toda a sua beleza e força, abrindo as flores brancas imaculadas.
Cultivada em áreas alagadas, a flor de lótus brota com facilidade em praticamente toda a Ásia. Ela pode ser cultivada em vasos imersos, lagos, espelhos d’água ou tanques de jardim. Por ser uma planta aquática, dispensa regas e requer adubação apenas uma vez por ano. Precisa de sol pleno a maior parte do dia e é muito sensível a geadas. Sua haste, muito comprida, pode alcançar mais de 1 metro acima do nível da água.
Na Índia, a imagem da flor está relacionada à criação do universo. Repare nas gravuras indianas, os deuses costumam aparecer sentados ou em pé sobre a flor, como é o caso das representações de Ganesha, Lakshmi e Shiva.
Você também já deve ter ouvido falar da posição de Lótus na Yoga. Nesta ásana (postura) a pessoa se senta com as pernas cruzadas e entrelaçadas, mantendo a coluna ereta e as mãos pousadas sobre os joelhos.
Muitos monges e budistas em práticas meditativas imaginam flores de lótus surgindo debaixo de seus pés enquanto andam, assim estariam espalhando o amor e a compaixão de Buda simbolizados pela flor.
Simbologias a parte, saiba que a flor é enigmática até para a ciência. Há algumas curiosidades sobre a planta pesquisadas pela botânica que procura descobrir, por exemplo, porque as folhas da flor de lótus são autolimpantes, repelindo poeira e microorganismos.
                                                                     

03 abril 2011

Monteiro Lobato, o escritor que previu o futuro



Em 5 de abril, comemora-se o dia das Telecomunicações.


Que tal preparar uma aula com as sugestões da Biblioteca Digital LivroClip?

O livro  "O Presidente Negro", de Monteiro Lobato trata-se de uma das poucas obras de ficção científica no Brasil.

Lobato faz surgir uma máquina do tempo que carrega o leitor até o futuro nos Estados Unidos, quando um candidato negro se elege presidente.

O livro é de 1926 e antecipa com sucesso a eleição do Barak Obama.

Lobato antecipa outros inventos, como as telecomunicações e a internet.

01 abril 2011



Sugestão para Relatório Individual

Que tal algumas dicas?

Em relação à assimilação e fixação dos conteúdos:

O aluno é excelente, independente e realiza todas as atividades.

O aluno é muito bom, porém tem necessidade de consultar o professor.

O aluno possui dificuldade, é dependente do professor, mas realiza apesar de apresentar bastante lentidão.

O aluno possui dificuldade, é extremamente dependente do professor,não consegue realizar nada sozinho e não demonstra vontade em aprender.

Concentração e atenção às explicações em sala de aula:

O aluno é participativo.

O aluno é participativo, mas se empolga demais o que às vezes atrapalha.

O aluno participa somente quando é solicitado.

O aluno não participa da aula. Demonstra apatia.

O aluno é distraído, conversa e ainda atrapalha os demais.

Quanto à correção:

O aluno não consegue corrigir os erros (clipes) sozinho, necessita que o professor lhe oriente durante a correção, seja ela no caderno ou na apostila, pois se distrai com muita facilidade.

O aluno é excelente. Consegue identificar e corrigir seus erros (clipes) sem auxílio do professor, sejam eles no caderno ou na apostila.

O aluno não corrige certo da lousa, pois apresenta deficiência visual.

O aluno não corrige certo da lousa, devido à falta de atenção.

Quanto ao relacionamento do aluno com os colegas:

Relaciona-se bem com todos os colegas.

Não relaciona-se bem com os colegas, gosta de se isolar.

Não relaciona-se bem com os colegas, é agressivo.

Gosta de realizar trabalhos em grupo.

Demonstra resistência em fazer trabalhos em equipe.

Quanto à Caligrafia e desempenho do aluno em sala de aula:

O aluno é excelente, tem a letra linda, é caprichoso e não apresenta erros.

O aluno é excelente , mas por querer ser o primeiro da classe a terminar, acaba deixando a desejar no capricho e na letra.

O aluno tem uma caligrafia boa, porém com muitos erros.

O aluno tem uma caligrafia ruim, mas não apresenta erros.

O aluno tem uma letra muito bonita e sem erros, mas demora muito para copiar.

O aluno precisa fazer caligrafia (caderno).

O aluno não precisa fazer caligrafia.

Quanto à disciplina:

O aluno apresenta comportamento excelente tanto em sala de aula , como na fila.

O aluno apresenta comportamento excelente em sala, porém na fila, deixa a desejar.

O aluno conversa , porém acata às regras da sala.Uma chamada de atenção é suficiente.

O aluno é indisciplinado, cabendo ao professor chamar-lhe a atenção em muitos momentos.

Quanto ao reforço:

O aluno não necessita de reforço paralelo.

O aluno necessita de reforço e comparece a todos.

O aluno necessita de reforço, mas não comparece devido à resistência dos pais ou do próprio aluno.

O aluno comparece aos reforços, mas apresenta resistência em realizar as atividades propostas (pede para ir ao banheiro; beber água, distrai-se com facilidade, conversa, brinca).

Quanto ao material usado em sala e lição de casa:

O aluno realiza a lição de casa com capricho.

O aluno realiza a lição de casa sem capricho.

O aluno não realiza a lição de casa.

O aluno traz todos os materiais necessários.

O aluno esquece o material escolar.

Quanto à Leitura:

O aluno lê com fluência e entonação adequados.

O aluno lê, mas não respeita os sinais de pontuação.

O aluno tem dificuldade na leitura das palavras.

O aluno não lê.

Quanto ao uso de óculos:

O aluno não usa óculos.

O aluno usa óculos normalmente.

O aluno mostra resistência em usar o óculos, desta forma a professora tem que solicitar constantemente que o mesmo faça uso correto.

Em relação à assiduidade do aluno:

falta muito e as mesmas o estão prejudicando no aprendizado.

o aluno não falta, exceto se for extritamente necessário.

o aluno não deverá faltar, está com excesso de faltas.

o aluno não consegue colocar o conteúdo de sala de aula em ordem devido as número de faltas.

Em relação a seus materiais:

organiza com ajuda das professoras e inspetora.

organiza com total independência.

não consegue se organizar.

esquece frequentemente materiais na sala.

perde frequentemente materiais na sala.

Em relação aos responsáveis:

- “necessitam” de atenção especiais.

- são participativos.

- são criteriosos, indagam bastante e acompanham o desenvolvimento do filho.

- geralmente não acompanham as lições/estudo do filho, porém participam das atividades.

- não são participativos e pouco comparecem às atividades.

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX


Indisciplina: questão social e pedagógica


A questão disciplinar tem sido intensamente vivenciada e debatida nas escolas, apresentando-se como um dos maiores entraves à aprendizagem de qualidade. Além de constituir um “problema”, ela denuncia o atraso em que está inserido o ambiente escolar, apontando para a urgência de avançar pedagógica e institucionalmente. Trata-se de olhar a indisciplina, não como inerente ao aluno, mas atribuir à instituição escolar como um todo, parte da responsabilidade pelo desinteresse do educando, desinteresse este que se manifesta através de atitudes que atrapalham a aprendizagem.

Essa indisciplina, não é fator isolado, não é problema enfrentado por algumas escolas, podemos generalizar e afirmar que isto ocorre em todas as escolas, seja pública ou particular. Sendo assim, é necessário pensá-la, também, em consonância com o momento histórico, pois a indisciplina escolar não é um fenômeno estático, ao contrário, assume características relacionadas ao contexto social em que os indivíduos estão inseridos.

Este assunto vem sendo discutido amplamente, não raro ouvimos a imprensa relatar acontecimentos onde a indisciplina nas salas de aula assumiu tais proporções que muitos professores estão com medo dos alunos, se perdeu o respeito pela figura do professor. Sendo assim, estudar as questões relacionadas à indisciplina, suas causas e possíveis soluções se faz necessário e urgente para promovermos uma educação de qualidade e conseqüentemente uma sociedade melhor.
SUGESTÕES DE PALAVRAS E EXPRESSÕES PARA USO EM RELATÓRIO

    VOCÊ PENSA  / VOCÊ ESCREVE

O aluno não sabe          
 O aluno não adquiriu os conceitos, está em fase de aprendizado.

Não tem limites              
Apresenta dificuldades de auto-regulação, pois...

É nervoso                     
Ainda não desenvolveu habilidades para o convívio no ambiente escolar, pois...

Tem o costume de roubar 
 Apresenta dificuldades de autocontrole quando...

É agressivo                    
Demonstra agressividade em situações de conflito; usa de meios físicos para alcançar o que deseja.

É bagunceiro, relaxado  
 Ainda não desenvolveu hábitos próprios de higiene e de cuidados com seus pertences.

Não sabe nada              
Aprendeu algumas noções , mais necessita desenvolver...

É largado da família      
Aparenta ser desassistido pela família, pois...

É desobediente            
Costuma não aceitar e compreender as solicitações dos adultos;Tem dificuldades em cumprir regras...

É apático, distraído    
Ainda não demonstra interesse em participar das atividades propostas;
Muitas vezes parece se desligar da realidade, envolvido em seus pensamentos

É mentiroso              
Costuma utilizar inverdades para justificar seus atos ou relatar as atitudes dos colegas.

É fofoqueiro             
Costuma se preocupar com os hábitos e atitudes dos colegas.

É chiclete                  
É muito afetuoso; demonstra constantemente seu carinho...

É sonso e dissimulado  
Em situações de conflito coloca-se como espectador, mesmo quando está clara a sua participação.

É preguiçoso              
Não realiza as tarefas, aparentando desânimo e cansaço, porém logo parte para brincadeiras e outras atividades.

É mimado                 
Aparenta desejar atenções diferenciadas para si, solicitando que sejam feitas todas as sua vontades.

É deprimido, isolado, anti-social   
Evita o contato e o diálogo com colegas e professores preferindo permanecer sozinho; Ainda não desenvolveu hábitos e atitudes próprias do convívio social.

É tagarela    
Costuma falar mais do que o necessário, não respeitando os momentos em que o grupo necessita de silêncio.

Tem a boca suja     
Utiliza-se de palavras pouco cordiais par repelir ou afrontar

Possui distúrbio de comportamento    
Apresenta comportamento fora do comum para sua idade e para o convívio em grupo, tais como...

É egoísta     
Ainda não sabe dividir o espaço e os materiais de forma coletiva

Coloque sempre as intervenções feitas para as ações apresentadas, isto ressalta o trabalho do educador em sala de aula.

Fonte: http://groups.google.com

Como escrever nas fotos
e nas figuras?


▼▼▼

Para você escrever sobre as fotos e figuras , basta seguir esses passos:

▼

1. Se a foto é para um blog: prepare a foto que você vai usar. As fotos em blogs são compactadas para ocuparem "menos espaço", isso você faz usando o EDITAR no MINHAS IMAGENS.

▼

2. Abra o PAINT® (está em ACESSÓRIOS).

▼

3. Clique em ARQUIVO, ABRIR e clique sobre a foto desejada. Ela aparecerá nesse quadrado branco:

▼

4. Na barra de ferramentas (à esquerda): clique no A e na última figura (essa que aparece em azul na tela acima).

▼

5. Com o cursor sobre a foto, abra um campo (ficará uma linha tracejada) para escrever o texto.

▼

6. Escreva o texto. Utilize a BARRA DE FERRAMENTAS DE TEXTO (está em EXIBIR), para escolher a fonte e tamanho.
▼

7. Quando terminar, salve seu projeto